Galinha
Galinha sem história
Galinha sem estádio
Freguês do Tricolor, ô, ô, ô, ô
Edward Cullen é um vampiro. Ele transita entre os humanos, convive e se controla razoavelmente bem. Mas jamais deixa de sentir o cheiro do sangue que turns his mind e o deixa louco, tremendo, sedento. Edward Cullen é um vampiro entre os humanos. Mas sua sede por sangue é maior que sua razão.
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Ok. Foi a minha primeira vez. Começamos a planejar com 2 semanas de antecedência. Ficamos no setor Visa porque teoricamente era o mais seguro e longe da Geral. Chegamos tipo 14:00 h, bem cedo pra não ter problemas. Quando começou a encher, foi um desfile. Era como a SPFW, só que dos héteros. Existia uma raiva contida, uma necessidade de gritar, explodir, mostrar seus hormônios, fumar muito, abraçar, tocar as pessoas, discutir a escalação, a Federação, o Paulistinha. De repente todos se conheciam desde sempre, uma irmandade de palavrões e cigarros.
Galinha sem história
Galinha sem estádio
Freguês do Tricolor, ô, ô, ô, ô
Edward Cullen é um vampiro. Ele transita entre os humanos, convive e se controla razoavelmente bem. Mas jamais deixa de sentir o cheiro do sangue que turns his mind e o deixa louco, tremendo, sedento. Edward Cullen é um vampiro entre os humanos. Mas sua sede por sangue é maior que sua razão.
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Ok. Foi a minha primeira vez. Começamos a planejar com 2 semanas de antecedência. Ficamos no setor Visa porque teoricamente era o mais seguro e longe da Geral. Chegamos tipo 14:00 h, bem cedo pra não ter problemas. Quando começou a encher, foi um desfile. Era como a SPFW, só que dos héteros. Existia uma raiva contida, uma necessidade de gritar, explodir, mostrar seus hormônios, fumar muito, abraçar, tocar as pessoas, discutir a escalação, a Federação, o Paulistinha. De repente todos se conheciam desde sempre, uma irmandade de palavrões e cigarros.
Quebra essa bicha no meio!
Racha esse gordo fdp!
Momento Mágico 1: A torcida do Corinthians, que representava tipo 10% do total e gritava sem parar, soltou milhões de balões pretos de uma vez só, o que fez com que por um minuto metade do estádio ficasse preto, tipo uns tentáculos de um polvo que saiam da pequena mancha negra da torcida da Gaviões;
Momento Mágico 2: Os 10 minutos finais, onde a torcida inteira do São Paulo já sabia que estava eliminada, mas começou a cantar os hinos e bater palmas pra cima, o que contagiou o estádio inteiro. Quem estava saindo voltou pra ver, quem estava na escada ficou gritando e chorando no alambrado, o sol foi se pondo e as luzes acenderam, momento mais Crepúsculo impossível.
Eu poderia fazer uma tese de mestrado sobre o comportamento dos torcedores. Todos os palavrões possíveis, todas as baixarias, tudo o que existe de mais tosco quando existem milhares de homens reunidos. E os cantos de guerra, tudo decorado, a sensação de fazer parte de uma coisa maior ainda que anônimo. Sabe a teoria do Louvor na igreja, onde você canta tanto junto com a multidão que é levado para um estado de transe? Mais ou menos assim, só que as letras dos hinos eram mais fáceis e as melodias mais simples. Foi um culto, uma experiência religiosa.
Eu poderia fazer uma tese de mestrado sobre o comportamento dos torcedores. Todos os palavrões possíveis, todas as baixarias, tudo o que existe de mais tosco quando existem milhares de homens reunidos. E os cantos de guerra, tudo decorado, a sensação de fazer parte de uma coisa maior ainda que anônimo. Sabe a teoria do Louvor na igreja, onde você canta tanto junto com a multidão que é levado para um estado de transe? Mais ou menos assim, só que as letras dos hinos eram mais fáceis e as melodias mais simples. Foi um culto, uma experiência religiosa.
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Athenas Café, Volt, Vegas (depois de tanto tempo), Galeria dos Pães, Ritz, Drops, Bar d'A Loca, Bar do Netão (Jesus!), Estádio, Ritz, Ritz, Vermonstro do Centro, New Dog do Itaim... O feriado acabou. Comigo.
Um comentário:
Comodoro,
COMO ASSIM VOCÊ NÃO ME LINKOU NOS SEUS PREFERIDOS? Queres fazer o favor? Então você também descobriu o efeito testosterona do futebol, e a emoção de torcer e de festejar um gol? Pois eu confessei a minha - e mais recente paixão em meu último post. E Ronaldo, Meu Ídolo fenômenal fazendo gols lindos. Pois futebol é divertido sim, é um brinquedo com que os adultos podem brincar em público, podem extravasar, gritar, ficar olhando aqueles 22 homens suados (?!) se degladiando. No final pode-se festejar aos berros a felicidade de ser um vencedor ou, se perder, fazer a catarse dos nossos pequenos dramas pessoais chingando jogador, técnico, juiz, e ninguém vai te chamar de fofoqueiro ou venenoso.
Mas eu sou mais Ronaldo, viu?
O meu Blog está no www.xxy.com.br; Blog do Lourenço.
Bjs
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