A baladinha ontem foi num lugar chamado Made, no Bosque de Chapultepec. Made é hecho, feito.
Imagine assim um Parque Ibirapuera ou um Central Park enorme, tipo gigante. No meio do parque, dentro mesmo, eles fizeram uma balada do tamanho de 2 Vegas, com bar, pistinha e um incrível terraço, tipo um deck, debruçado no lago do parque, com outro bar lá fora.
Desta parte do terraço ou da varanda você vê os prédios da cidade, as luzes refletidas na água, e aproveita pra tomar um arzinho longe da fumaça de dentro.
O divertido era a música, tipo uma noite Latin Pop. Enquanto toca o som na pista, passam os clips na tvs espalhadas pelo lugar. Tocou tipo Thalia, Ricky Martin, Maná, Julieta Venegas e mais uma infinidade de artistas latinos, de rumba, salsa, merengue, bombom, pudim, doce de leite etc. As pessoas cantam as músicas na pista, como se fosse pista de show, todo mundo sabe as letras de todas as canções.
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As pessoas eram muito acima da média mexicana no quesito beleza. Tinha de tudo: Rancheros de Guadalara, as finas, uns recém saídos do colégio, muita gravata palito, muita pólo A&F, e o indefectível lenço palestina preto e branco no pescoço, que ninguém neste mundo aguenta mais, imagino que já foi aposentado até mesmo na própria Palestina. Se você tem um, queime. Não serve mais nem para pano de prato.
Eu gosto muito desse lado da cultura mexicana que seria a parte boa do machismo, se é que é possível pensar que machismo pode ser bom de alguma maneira. Ou talvez a palavra seja manhood, hombria em Espanhol, masculinidade. A formalidade com as pessoas te tratam traz um certo conforto. Não é como no Brasil. Aqui ninguém chega te abraçando ou te tocando como se já fosse seu amigo. A coisa rola muito mais nos olhares. E quando alguém vem falar com você, a pessoa faz isso de uma forma tão polida e educada, que você acaba dando alguma atenção, ainda que seja pra despachar dizendo que você acabou de chegar da Rússia e não fala nenhuma palavra de Espanhol, ou que já estava de saída. Mesmo o Corcunda de Notredame caolho, com o corte de cabelo errado e com a roupa equivocada, mas que foi educado com você, merece um passa fora à altura, não?
A cerveja era Corona, 40 pesos, 4 dólares, 8 reais. No meio da noite acabou. Tentei Cuba Libre. Só consegui tomar uma e terminei tomando água mesmo. O que será que vai tocar agora? Paulina Rubio? Luiz Miguel? Shakira? E o povo cantando as letras e levantando os braços na pista. Acredita que tocou Tremendo em Espanhol?!
"Golpeando con las palmas
Suena tremendo
Se siente un ritmo loco
Suena tremendo
Por eso es que lo bailan
Suena tremendo
Se van a enloquecer"
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Fernando é o dono do Condesa Haus, o hotel que eu fiquei em La Condesa.
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Fernando é o dono do Condesa Haus, o hotel que eu fiquei em La Condesa.
O bairro chama La Condesa porque aí morou uma condessa mesmo, onde hoje é a Embaixada da Rússia. É a nova área trendy da cidade. Do lado tem outro bairro que se chama Hipódromo. Adivinha o que era? Sim o hipódromo da própria condessa. Acredita que ainda existe uma praça oval gigante no meio do bairro, e ao redor da praça, como 2 quarteirões mais pra fora, existe uma rua oval, sem começo nem fim, que segue a mesma forma da praça, tipo contornando? Essa rua é a Calle Amsterdam. Veja o mapa acima. Então, no passado, a Calle Amsterdam era o hipódromo, a pista onde os cavalos da Condessa corriam, já pensou? Poderosa essa condessa, deixou Dona Beija no chinelo.
Mas então, Fernando é o dono do hotel, me apresentou seu amigo Alessandro e me convidaram pra jantar neste restaurante incrível, no próprio bairro mesmo, chamado Primo.
Mas então, Fernando é o dono do hotel, me apresentou seu amigo Alessandro e me convidaram pra jantar neste restaurante incrível, no próprio bairro mesmo, chamado Primo.
Comida e frequência incríveis. Comecei tomando uma cerveja com suco de limão dentro e sal na borda da caneca. Interessante. Depois me fizeram tomar uma, também com limão e sal, mas que metade da caneca vinha uma mistura de molho inglês com pimenta mexicana, já viu o furor né? O gosto era bom mas lembrava um pouco Blood Mary, que eu já tentei gostar, o Cuba do Ritz já fez pra mim diversas vezes mais não rolou. É como o dia que ele tentou convencer Perlita de que o Apple Martini era bom, mas na verdade parecia um Halls de maçã verde diluído no álcool, um horror.
Fernando e Alessandro pediram para nós um sanduíche de “Pato ahogado en salsa picante”, que seria como uma carne de pato picada e mergulhada (afogada) no molho de pimenta, dentro do pão. Incrível. Uma delícia. Mas eles tiveram o bom senso de pedir para o garçom, que no México se chama Jovem, para trazer o molho separado. Eu coloquei umas gotinhas e o furor começou de novo. Aposentei a pimenta por hora.
Fernando e Alessandro foram hosts perfeitos. Conhecem a cidade, me levaram para jantar e depois para a balada no parque. Obrigado, seus rolhas de poço, mapas do Brasil de ponta cabeça. Muito obrigado.
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Quantas mensagens de celular a gente já trocou nestes dias todos? Tem idéia? Seria capaz de contar, de estimar, se atreveria a dar um chute? Muitas. Milhares. Diárias. Por horas.
Happy to have you around. Brooklyn Bridge will always be there.
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Bueno, nada es para siempre y entonces hay que despedirse de México. Un país increíble, Un mundo por descubrir, con una gente amable y sencilla. Una capital cosmopolita, la ciudad más grande del mundo, una tierra buena con comida rica y picante. Donde está mi baso de agua?
Adiós. Viva México.
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