A poem




Eu estava parado na esquina da Castro St com a Market St, quando ouvi o barulho da máquina. Achei estranho. Era um rapaz ruivo, alto, de barba e óculos, com cara de gringo, que fazia poemas.

Você coloca algum dinheiro dentro do vidro, ele olha bem nos seus olhos e pede pra você contar a sua história, o seu momento de vida, o que realmente importa pra você hoje.

E daí, depois de me escutar por uns minutos, naquele frio de 9 graus, no meio daquele vento insuportável, naquela máquina de escrever que seguramente tem mais de 100 anos, ele escreveu esse poema na máquina para mim e me entregou.
....
"Para aquela pessoa perfeita que está distante
de você
a intuição dela direciona
seus próprios olhos para aqueles
que tem consciência da profundidade desse olhar,
A inesquecível sensação
de ficar sem rumo quando essa pessoa
te olha
faz você descobrir rapidamente
que neste caso
segundas chances
quase nunca
vão surgir de novo,
Ao ouvir
a sua respiração
você tem certeza de que está diante de um homem único."
...
Allan Andre
San Francisco, California
16.6.09

2 comentários:

Anônimo disse...

Vc não existe.

G.

Anônimo disse...

Que magnífico! Eu sei que qualidades preciosas correm em minhas veias e em meu nome, mas me surpreendi com essa homenagem. Mas vc foi um pouco relapso,segue a retificação dos versos:" of her breathing a testament to a unique woman.

Bjs,

Adelina