Chanel, Chuí, galetos e Felipe Pipo




Minha amiga Roberta está gravida de 7 meses. O Felipe Pipo vai nascer entre março e abril. Eles vão pra NY semana que vem, acho que vão trazer um container de tanta roupinhas, brinquedos e badulaques tecnológicos.
Minha amiga Roberta é sósia-gêmea da Ticiana Villas Boas que apresenta o Jornal da Band, são idênticas, até na maneira de jogar o cabelo. O Roberto fazia luta livre vale-tudo, de sungão. Eles moram no Rio, e essa é a minha eterna inveja branca.
A janela da sala do apartamento do Humaitá dava pra uma montanha verde, cheia de árvores. Quando você sentava no sofá da sala, a visão da janela era um retângulo verde, mais Rio impossível.
No banheiro, antes de entrar no box, Roberto fez um mini deck de madeira. Então você nunca molhava o piso quando saía da ducha. O box era gigante.
No apartamento do Leblon agora cada um tem um banheiro. O da Roberta tem tipo uma jacuzzi, mas nada é mais charmoso do que o banheiro do Roberto, que tem aquele cheiro incrível e masculino de sabonete Phebo Odor de Rosas.
A camisetinha que eu comprei para o bebê em Venice na California é verde, porque na época eu não sabia se era menino ou menina. Será que Felipe Pipo ficará bem de verde?
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Entre Pelotas e Rio Grande existe um restaurante na rodovia chamado Ongaratto. Na verdade são dois, um de galeto e um de churrasco, tipo uns 2 km um do outro.
Depois que passamos pela fronteira e depois de todas as compras, havia uma estrada eterna de mais ou menos 250 km, que liga o Chuí a Rio Grande, e depois a Pelotas. Esta estrada é uma reta sem fim.
Imagine fazer uma estrada usando uma régua, ligando dois pontos no meio de uma planície, e coloque uma reserva de animais no meio, a Reserva do Taim, com capivaras, garças, flamingos etc. Nesta estrada não existe posto nem restaurante. Na verdade não existe nada, só umas casinhas abandonadas e esquecidas no tempo. Mas não deixa de ser interessante.
O restaurante do Ongoratto foi minha primeira experiência na vida com uma típica galeteria gaúcha. Estava morto de fome e a idéia de um galeto assado nos pareceu incrível. Quando a gente sentou, a garçonete perguntou se queríamos sopa de capeletti, parece que é tipo uma entrada típica, então lógico que aceitamos, como faria Danuza.
Dois pratos de sopa de capeletti cada um depois, esperávamos ansiosos pelo frango. A mocinha apareceu com um prato de maionese, que aqui eles chamam salada de batata, depois veio outra com uma travessa de salada de folhas e picles, e mais um prato de beterrabas e cebolas.
Pensei: Jesus, quanta comida! Acho que não vamos dar conta de comer tudo isso.
A porta da cozinha se abriu e surgiu mais uma mocinha, com um prato de aluminío cheio de polentas fritas. Acabou? A outra mocinha apareceu, agora trazendo uma travessa gigante de macarronada com molho bolonhesa.
Por fim, a que nos tinha começado a atender, trouxe então o galeto, delicioso, sequinho e com tempero de alecrim.
Quanto terminanos, a última mocinha nos perguntou: Gostariam de mais um galeto?
Believe or not, você pode comer quantos galetos quiser, pagando o mesmo. O preço é fixo, 15 reais por pessoa.
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Beto e Patrícia recebem muito bem. São daquele tipo de gaúchos adoráveis que falam a mãe ou o pai, ao invés de minha mãe ou meu pai, quando se referem aos seus próprios pais. Também falam janta ao invés de jantar, o que dá uma sensação de intimidade aconchegante pra quem está hospedado na casa deles, parece que você sempre esteve por ali, com o pai, a mãe, a janta, tudo junto, tudo tri-legal.
Eu fiquei tão entretido no assunto, a conversa era tão boa, que devorei sozinho um prato de Pastelinas, outro ícone gaúcho, de uma só vez.
Beto coleciona miniaturas de fuscas. Os dois também adoram o Uruguai. O incrível apartamento de frente pra praça Marechal Deodoro foi decorado com detalhes em preto e vermelho.
Chanel é a filha deles e usa uma coleira de strass.

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